quarta-feira, 23 de março de 2011

Encerramento e Agradecimentos

Mais uma edição da Victorian Express está oficialmente encerrada.
Gostariamos de agradecer aos nossos parceiros de divulgação que contribuiram para que mais uma edição fosse ao ar.
Um grande abraço aos nossos entrevistados Vandersson e Twinkle, e muito obrigado pela disponibilização de tempo para a entrevista ser realizada.

Próxima edição vai ao ar em Maio.

Contamos com todos!!

Um forte abraço e até a próxima!!

À EQUIPE

Finalização Edição 4

MODELOS ALTERNATIVOS----Elizabeth e Ezequiel Martins
EDIÇÃO DE IMAGENS---------- Elizabeth Martins
EDIÇÃO DE TEXTOS------------ João Marcos
MATÉRIAS POR------------------ Jean Nacht e João Marcos
POEMAS POR-------------------- Rafa Freak
COLUNISTAS-------------------- Jean Nacht e João Marcos
ENTREVISTA-------------------- João Marcos
EDIÇÃO-GERAL-----------------João Marcos

sexta-feira, 18 de março de 2011

PERSONALIDADES DO MÊS: Vandersson e Twinkle do Gothic Rock

  Entrevistamos os membros de um dos melhores portais da cena Underground: Vandersson e Twinkle, os colaboradores e responsaveis pelo Gothic Rock Blog 2009.
Numa entrevista inédita, eles nos revelam suas opiniões sobre assuntos polêmicos e nos contam um pouco mais sobre eles na cena. Confiram:

1- Como e quando vocês tiveram a idéia de criar o Gothic Rock?
VANDERSSON: "
Na verdade a idéia foi coisa boba sabe, na época eu era um uploader ativo no fórum Music Ground e só queria manter online meus uploads por mais tempo, foi em abril de 2009 isso, e algum tempo depois convidei o Paulo (que já não posta mais), o Alessandro (que tambem num posta mais) e também o Twinkle que há tempos vem sendo meu parceiro nesse mundo do crime blog."
TWINKLE: " Na realidade a idéia partiu do Vandersson. Como eu postava na comunidade “Gothic Rock (Rock Gótico)”, ele me chamou para ser parceiro do blog e eu aceitei o convite."

2 -E quando foi que vocês entraram na cena?
      VANDERSSON: Bom não lembro ao certo quando foi mas creio que uns 3 ou 4 anos atrás, nunca fui bom com essa de tempo das coisas (mas eu ainda não me considero como alguém que entrou na cena).
TWINKLE:
     Aos 12 anos comecei a ouvir música “New Age” (bandas como eRa, Enigma, Lesiëm, Enya, etc). Através destas bandas, comecei a ter contato com estilos como “Ethereal”, “NeoFolk”, “Darkwave”, etc. Uma coisa foi puxando a outra, até chegar no “Gothic Rock”, “Post-Punk” e “Deathrock”. Mas eu costumo dizer que “entrei na cena” em 2005, quando tomei consciência de onde eu estava. hahaha
 

3 -O "Gothic Rock Blog" é uma das melhores fontes de conteúdo da cena. Como vocês se sentem em relação a isso?
VANDERSSON:Bom obrigado (apesar que não passamos de dois seres sem vida que gastam o tempo livre procurando coisa pra postar), num tem como descrever como a gente se sente,  porque quando começamos jamais nos passou pela mente que um dia poderiamos chegar tão longe, tão longe a ponto de despertar interesse de alguns membros de grande importancia na cena mundial, como o Mick Mercer, mas o melhor de tudo é saber que estamos ajudando muitas bandas muito a fora, isso não tem preço.

 TWINKLE:
Obrigado por elogiar o blog. Bom, desde que comecei a participar do blog, em 2009, nunca achei que ele chegaria onde chegou. Como o nosso intuito era divulgar bandas desconhecidas do público em geral, não imaginava que teria certa visibilidade. Mas lógico, a gente fica feliz em saber que as pessoas estão gostando do que é feito.

 
4 -Quais são as suas maiores influências?
VANDERSSON:Artaud Seth, Tim Chandler, Richy Nox, Andrew Eldrich, Carl McCoy, Stiv Bators, Law King Chong (zueira esse), Peer Lebrecht, Ian Lindsay, Ashley Dayour, Michael Sele, Sean Brennan, Raymond John Ross, Andy Deane e N outros rs
TWINKLE: David Bowie, Brian Molko, Andrew Eldritch, Robert Smith, Rozz Williams, Richy Nox, Richard Lemora, Ashton Nyte, Tim Chandler, Ashley Dayour, Nick Fiend, Arthur Schopenhauer, etc.

5 -O que vocês tem a dizer sobre o gênero "gothic metal"?
VANDERSSON:Bom nada, a não ser que boa parte do povo que diz curtir gothic metal mal sabe o que de fato é, além do que a maioria acha que gothic metal é gotico o que na  real não é, já que é metal.
TWINKLE:
Não vou entrar no mérito da questão (falar se “Gothic Metal” é ruim ou é bom, porque gosto é algo pessoal, sem contar que o respeito é essencial). Mas uma coisa deve ficar clara, o GM surgiu dentro da “cena metal”. Portanto, não é e nunca foi parte do gótico.

6 -Qual país melhor representa a cena atualmente na opinião de vocês?
 VANDERSSON: É muito complicado de dizer, mas pelo que vejo as maioires referencias são Alemanha e Reino Unido, mas vejo uma grande interesse também pela América Latina e Russia.
TWINKLE: Esta pergunta é difícil. Apesar da pergunta ser para citar um país, eu cito o Reino Unido e a Alemanha (já que ambos sempre foram referências). Mas atualmente a América Latina está me surpreendendo também...

7 -Como anda a cena Gótica no Brasil?
VANDERSSON:Desunida em muitos aspectos e com muitas divisões em grupos (as populares panelinhas), mas acredito que mais cedo ou mais tarde isso mude.
TWINKLE: Eu sei que muitos não concordarão comigo, mas acredito que está melhorando. Pelo menos novas bandas estão surgindo (de ótima qualidade, diga-se de passagem), algumas bandas internacionais fazendo shows por aqui (como “The Sisters of Mercy” e “The Frozen Autumn”, por exemplo), bem como em alguns lugares existem discotecagens semanais e orkontros eventuais.

8 -Quem vocês citariam como "modelo" na cena Gótica mundial atual?
VANDERSSON:Um modelo? Bom do meu ponto de vista citar um modelo seria algo complicado e muito injusto, é mais válido dizer que deviamos seguir como modelo aqueles que tentam fazer algo pela cena desde uma pesssoa anonima que indica uma banda ou ensina algo a uma pessoa que não conhece nada da cena até alguém que produz um evento de renome, sendo feito com vontade e amor pelo que se faz é digno de ser seguido como exemplo.
TWINKLE:
Não acredito que exista um “modelo” na cena gótica mundial. Acredito que cada um fazendo a sua parte já merece o crédito.



9 -O que podemos esperar de novidade dos projetos de vocês para o ano de 2011?
VANDERSSON:Bom, novas coletaneas (inclusive em abril sairá o volume 5 da Darkwave From The South: Music From The Other America), se possivel uma coletanea com bandas só do México ou da Argentina ou algum outro país a definir, também o lançamento de mais um cd do Sunset Down, muitos novos posts, se tiver ao nosso alcance quem sabe conseguir parcerias (o que ao meu ver é complicado porque parece que somos invisiveis) e outros que precisamos pensar ainda.
TWINKLE:
Vocês podem esperar muitos links para download! Hahaha
Espero continuar nesta jornada de divulgar o som de bandas pouco conhecidas, de trazer em primeira mão os lançamentos, de organizar novas coletâneas e, quem sabe, novas parcerias. Quem sabe também organizar algum evento no interior de São Paulo...

Bem, a essa nota nós nos despedimos e agradecemos aos nossos entrevistados pelo tempo cedido à entrevista!
Sorte nos projetos! 


segunda-feira, 7 de março de 2011

MUSA: Constance Rudert

Constance Rudert é a ex vocalista da banda alemã Blutengel.
Dona de um talento extraordinário, Constance é uma das musas mais conhecidas da cena.
 

Ela se fez presente no Blutengel desde seu surgimento até o ano de 2010.
Ao lado de Chris Pohl, a musa cantava e tambem criava musicas que contribuiam para o sucesso do Blutengel.
Sua voz é cativante, e a imagem feminina de Constance certamente foi uma das maiores contribuições dela com a banda.
  

Mesmo o Blutengel sendo uma banda eletro/darkwave, a voz de Constance desenvolveu para canções fora dessa padrão.
Podemos conferir esse tom claramente em uma das musicas da banda, quando ela ainda estava na formação.
Veje:

Em meados de 2007, Constance criou o seu projeto solo entitulado de "Cinderella Effect". O projeto dela mescla Darkwave com Ethereal e há trechos que podemos considerar a voz dela em tom "lírico".
 

Recentemente deixou a banda Blutengel e partiu para carreira solo, onde, segundo ela, terá foco principal em seu projeto "Cinderella Effect".

Dona de uma beleza natural, Constance ajudou a dar ao Blutengel uma imagem "vitoriana". Vestidos e maquiagens bem arranjados sempre foi uma prioridade na musa;
Naturalmente ruiva, ela é o que muitos na cena chamam de "Gótica Ideal".

Especial LONDON AFTER MIDNIGHT

Preparamos um especial sobre um dos nomes mais importantes da cena na década de 1990.
Confiram:

London After Midnight (LAM) é um projeto musical formado em 1990 pelo cantor / compositor e multi-instrumentista Sean Brennan. A LAM se alimentava socialmente e conscientemente de elementos políticos da cena punk, depois que praticamente desapareceu de todas as cenas de música no início dos anos 90, e se desenvolveu como uma rocha escura de músicas sobre entidades políticas. O LAM tem um mundo inteiro a seguir, com muitos fãs de rock gótico (que alías eles evitam rótulos,os integrantes da LAM não aceitam ser rotuladas simplesmente como uma banda Gótica, eles, dizem que os rótulos acabam limitando a criatividade de um artista e também destroi e dividi o público, infelizmente, muitas pessoas também definem-se pelo estilo de música que ouvem e se recusam a se expandir para além disso).

O LAM ganhou um grande legado de fãns de todo o mundo, dos EUA à Europa para a América Latina (onde a banda viajou intensamente ao vivo), e mais além.A banda abria os shows em grandes festivais para bandas como The Cure , Green Day , HIM (HIM citou LAM como um artista favorito), Rammstein , Soft Cell e muitos mais. O LAM tem realizado para uma multidão de mais de 30.000 pessoas como headliner e co-headliner em importantes festivais de música ao redor do mundo. No entanto, London After Midnight mantém uma forte presença nas Cenas underground e independente , apesar de ser um vendedor de topo (gráficos no TOP 10 e 20 DAC alemão, e de outras listas independentes, com cada um dos quatro CDs lançados) e uma grande atração para a música festivais, ano após ano.
 

LAM é tudo isso e, ao mesmo tempo atraente para uma ampla variedade de pessoas. Não há realmente nenhuma classificação que se encaixa London After Midnight (apesar da imagen sombria da banda), porque a música é tão variada e de conteúdo lírico (e mesmo a personalidade da LAM e as causas) são únicas e incomum na cena musical de hoje (muitas vezes rompendo limites da indignação das pessoas que vivem e morrem por rótulos de gênero). Sean Brennan evita todos os rótulos (como qualquer artista) e cria a música que ele realmente só pode ser classificado como "London After Midnight".


A banda ao vivo varia e muda com frequência, mas inclui Sean Brennan (voz, guitarra, teclado, vídeo, toda a programação), Randy Mathias (baixo), Pete Pace (bateria), Mateus Setzer (guitarra). Brennan toca os instrumentos nos CDs.


LAM começou a se apresentar ao vivo em Los Angeles no início de 1990 no lendário clube de Helter Skelter , que também recebeu bandas como Nine Inch Nails, Christian Death e muitos outros. A banda ao vivo imediatamente começou a atrair grandes multidões e sempre teve cenografia elaborada incluindo adereços que poderia ter vindo da Universal Studios. pode-se dizer que a fase extrema atraiu tanta atenção, que logo cresceu em popularidade. Tanto que quatro musicas originais lançadadas como demo em 1991-1992 foi o item de venda em mais quentes da moda de Hollywood em lojas de discos independentes, mesmo batendo novos lançamentos de Duran Duran e outros artistas de grandes gravadoras. Por dois anos o mais procurado depois nos item Los Angeles kids club área pesquisada em lojas de discos independentes LA área era a fita cassete LAM. Sinais pendurados em janelas, como loja de discos de vinil Fetiche e Bobs Bleeck proclamando "Sim, temos de fita LAM EM STOCK". Lojas de lugares tão distantes como a Austrália ordenou a múltiplas transferências da fita de cada mês para atender a demanda.
Sean Brennan lançou "Selected Scenes from the end of the World" em 1992, criando uma mania quanto a liberação da primeira demo. LAM começou a vender- suas demos no cenario underground gótico / alternativo / clubes deathrock como Helter Skelter e Zoo Zombie e começou mais frequentes a atuar ao vivo no Whisky a Go Go e Roxy Theatre , onde os remanescentes da Sunset Strip terrível "glam rock" cena viu LAM sucesso e shows esgotados, e começou a tentar imitar London After Midnight, ajudando a transformar o rock / glam cena Sunset Strip, em uma cena mais alternativa e mais escuras. Várias bandas, que poucos meses antes eram glam / metal, de repente tornou-se clones LAM (se em apenas imagem) durante a noite depois de ver o sucesso da LAM.
Em 1995, "Selected Scenes from the End of the World" foi lançado como um CD pelo selo independente alemão Apocalyptic Vision (agora Trisol Music Group ). Uma versão do mesmo CD também foi lançado na América Latina, do México do Selo Sonica Opcion .

Em 1996 a LAM lançou "Psycho Magnet" com Apocalyptic Vision. título do álbum em si é uma reflexão a língua das loucuras e ciúmes. LAM gerou, em alguns Clubs da area de Los Angeles, enquanto o assunto, as letras, e endereço de relacionamentos pessoais de música, a incapacidade da sociedade para interagir de forma positiva , até mesmo de estupro e muito mais. "Psycho Magnet" passou a se tornar ainda mais popular do que as versões anteriores e levou ao ato vivo que está sendo reservado para várias excursões que teve LAM em toda a Europa e Reino Unido, México e selecionar as principais cidades dos EUA, realizando dezenas de milhares de pessoas. LAM manchete principais festivais alemães, como a conhecida revista Zillo Festival que teve Siouxsie and the Banshees a principal atração do ano anterior. LAM também encontrou-se em todas as grandes revistas de música europeia, em brilhante cobre em cada banca europeia com os gostos do Nine Inch Nails e Metallica .


Brennan continuou com a LAM em turnê, se apresentando em vários festivais, e em 1998 abriu o festival de verão Zillo com The Cure atraindo cerca de 30.000 pessoas. No início do ano Sean Brennan assinou um contrato de licenciamento com a gravadora indie Metropolis Records , lançando seus dois CDs anteriores, bem como CD novo chamado "Oddities", uma coleção de raras e músicas ao vivo, juntamente com um DIY o vídeo de 30 minutos intitulado " Innocence Lost ".

Desde 2000, a LAM realizadas vários shows nos EUA, um dos quais foi filmado por E! Entertainment Television para um especial na noite de LA-vida em 2000. Esta edição especial, que inclui uma curta entrevista com Sean Brennan, exibido no final do Outono de 2000, em 120 países em todo o mundo. O especial teve uma realização terivel e apresentava apenas menos de 2 minutos da LAM, mas os fãs obstinados estavam felizes de ver LAM obter atenção da mídia grande e um novo auditório inteiro foi exposto, rapidamente, a LAM criaram uma onda de novos fãs.
No verão de 2001, a LAM tocou em Leipzig, Alemanha (pela 3 ª vez), tocando para cerca de 10.000 pessoas. A banda ao vivo, em seguida, visitou a América do Sul, México e os EUA, onde a LAM tocou para dezenas de milhares de fãs e apareceu na Via X , o líder da música rock de televisão na América do Sul.

Em 2002, co-estrelaram a LAM M'era Luna Festival com bandas como HIM , Omph , e muitos outros, a realização de 25.000 pessoas. Em preparação para a marca de CD LAM novo lançamento previsto para breve,em março de 2003 Brennan re-lançou seu CD "Selected Scenes from the End of the World" e "Psycho Magnet" com Trisol Music Group na Europa e D Iron Records na Rússia, completa com faixas bônus lançado antes e nunca novas gravações de músicas antigas.


De 2003-2004 Brennan tinha LAM nas manchete e co-títulos de shows na Europa e shows de abertura nos EUA, vendendo para fora do Roxy Theater em Los Angeles, três vezes e realizando na enorme Dour e Zillo festivais na Europa. Brennan lançou uma nova música chamada "Fear" no SAW II trilha sonora de filmes (Trisol Music Group Alemanha) no início de 2006, que foi direto para o número um na Alemanha Alternative Music Charts (DAC).
No Outono de 2007 "Violents Acts of Beauty", o novo CD LAM, foi lançado mundialmente na Europa (Trisol Music Group) e os EUA / Canadá (Metropolis Records). Em dezembro de 2007, o CD foi lançado na Rússia (Iron D Records). O CD inovador novo é um sucesso com os fãs novos e antigos e tem sido aclamado pela imprensa, com a revista alemã de música Orkus dizendo "Violents Acts of Beauty'' é uma obra-prima do som e da letra".
No início de 2008 Metropolis Records (EUA)fez o re-lançamento da LAM dos últimos três CDs (Selecetd Scens From The End of the World, Psycho Magnet, Oddities), que agora apresentam a mesma remasterizado faixas de áudio como o Trisol 2.003 lançamentos.


Brennan diz que "LAM sempre está evoluindo, tentar algo diferente e novo, e eu nunca estou contente em ser apenas mais um projeto de música". Muitas vezes classificada pela imprensa como deathrock, industrial ou gótico, LAM quebra todas as regras "daquelas cenas e criar uma identidade única, forte e sadia, e rejeitar qualquer rótulo. influências compositor Sean Brennan e paixões musicais são muito abrangentes e variados. Ele se orgulha do fato de London After Midnight não se encaixa em nenhuma categoria musical. London After Midnight é simplesmente London After Midnight, e isso parece suficiente para os fãs da LAM.

Na foto acima, Sean Brennan em uma de suas apresentações.

Origem do Nome da banda

Baseado no filme perdido de terror vampírico com este mesmo nome, "London After Midnight" de 1927, com o carismático ator Lon Chaney e dirgido pelo emblemático (pelo bem e pelo mal..) diretor Tod Browning, responsável também pelos filmes Drácula (1931) e Marca do Vampiro (1935) com Bela Lugosi, entre outros clássicos do cinema de Horrror B. 
 
Fontes: Site da banda (www.londonaftermidnight.com), Gothic Station.
Texto de: Jean Nacht

CINEMA: A Lenda do Cavaleiro Sem-Cabeça

Mais uma vez, o mestre Tim Burton mostra todo o seu talento num clássico dos anos 1990. "A Lenda do Cavaleiro Sem-Cabeça" foi lançado em 1999, e tem no elenco nomes conhecidos, como já o "divo" Johnny Depp (Sweeney Todd, Edward), Christina Ricci (A Família Addams) e Michael Gambon (Harry Potter). No filme, podemos ver novamente os cenários caprichados que somente Tim é capaz de desenvolver.

Na história do filme, Johnny Depp é um investigador que tem uma grande missão a cumprir: desvendar quem é o misterioso decepador de cabeças da pequena e sombria vila chamada "Sleep Hollow". A investigação está longe de ser concluida rapidamente, já que todos na vila acreditam que o assassino é o maligno "Cavaleiro Sem-Cabeça". Entrando num mundo de segredos e mentiras, Johnny terá de descobrir logo a identidade do assassino, já que ele próprio corre o risco de ter a própria cabeça decepada.
Um clássico brilhante e inesquecivel!

GÊNERO: Suspense
CLASSIFICAÇÃO: Inadequado para menores de 16 anos
CONTEM: Violencia e Decaptação.
 

VISUAIS FAMOSOS: Anna Varney Cantodea

A cena Gótica é repleta de visuais interessantes de se analisar. De um modo geral, o visual é uma das "armas" que os membros tem a seu favor para promover seus projetos e trabalhos.
E com Anna Varney não é diferente. Dono de um talento extraordinário, o criador do "Sopor Aeternus" tem uma aparencia um tanto perturbadora e original.
Os cabelos longos de Anna são naturais, e ele retira os que nascem na parte da frente da cabeça. Sendo assim, metade da cabeça é coberta por cabelos, e a outra metade não.
 

As unhas de Anna Varney podem chegar a 20cm de comprimento, salientando ainda mais o mistério de sua aparência. A pele da face é sempre palidamente fantasmagórica.
  

O vestuário é sempre o preto, e mesmo ele tendo nascido portador do sexo masculino, as suas vestimentas são sempre femininas. Uma mistura de visual Ethereal cm traços e linhas vitorianos.
Durante algum tempo, Anna tinha ainda um piercing duplo, que ia de sua narina até sua orelha, ligados por uma corrente metálica, formando assim, um "piercing-brinco".
 

As aparições de Anna Varney são bem raras. Em uma de suas pouquissimas entrevistas, Anna disse que além da musica, o seu visual estético é uma válvula de escape para expor os seus conflitos espirituais.
  
Misterioso e arrepiante não?

PERKY GOTH

FUNDAMENTOS:
O Perky Goth é uma vertente dos muitos estilos existentes dentro da subcultura Gótica. Teve ínicio na década de 1990, com a banda "Switchblade Symphony" e desde então tem se expandido e ganhado notoridade na cena.
O que diferencia o Perky Goth dos outros "estilos" da cena é o visual estético e o comportamento ideológico.
Enquanto os Cyber's sonham com um futuro caótico e os Deathrocker's idolatram o passado (a década de 1980), o Perky Goth mistura a decadência sombria com o humor. Por essa razão são chamados por alguns de "Lado Alegre" da cena. A "alegria melancólica" está presente em tudo: Vestuário, letras de musicas...
 

VESTUÁRIO:
O vestuário Perky é um dos mais modernos na cena. Baseado principalmente no vestuário dos membros do "Switchblade Symphony", o estilo é uma variedade de tons e penteados.
O preto tradicional é usado junto com cores "alegres", do tipo branco, lilás, verde, rosa, etc.
Tina Root e Susan Wallace inovaram e criaram o penteado "maria-chiquinha", que na cena ficou conhecido como "Gothic Lolita". O penteado é uma febre, imitado por Cyber's e até por membros de outras bandas famosas. Além disso, houve um grande crescimento no uso de peças listradas, xadrez.
A maquiagem foi algo inovado também pelo "Switchblade Symphony". O tradicional era maquiagens do tipo Siouxsie (com olhos delineados e marcantes), mas com o surgimento da banda, muitas "lolitas" se espelharam na nova maquiagem de Susan e Tina. A pele permance pálida, os olhos bem contornadose a boca com aqueles batons de tonalidades fortes, em formato de boneca. O sucesso foi instantaneo.


BANDAS:
Podemos dizer que o Perky Goth nasceu com o surgimento do Switchblade Symphony. Logo, a banda além de ser a mais importante da cena em 1990, é a melhor representante do estilo.
No decorrer dos anos, surgiram bandas que seguiram a mesma linha erguida pelo Switchblade Symphony, com sonoridades diferentes, mas sempre cercadas pela "alegria melancólica" perky.
Algumas bandas do gênero: DIVA DESTRUCTION, EMILY AUTUMN, THE BIRTHDAY MASSACRE, THE CANDY SPOOK THEATER, entre outras.



Na foto, The Birthday Massacre, banda do estilo Perky, formada em 2000, no Canadá.

Especial: DEAD CAN DANCE

Preparamos um especial de um dos nomes mais antigos e perfeitos da cena Gótica.
Confiram:

O Dead Can Dance é uma banda exepcional que em suas musicas mesclam Darkwave, Ethereal, Ethno e World Music. É uma banda completa e magnifica, onde seus integrantes Lisa Gerard e Brendan Parry, além de trabalharem na banda, tem exelentes projetos solos.
O ano de 1981 foi o ano em que a banda foi formada em solo Australiano. Inicialmente, eles trabalhavam fazendo shows, e em 1982, Brandan decidiu se mudar para Londres, contente que a banda estava fazendo sucesso na cena Underground Australiana.
O selo 4ad demonstrou um grande interesse na sonoridade que a banda produzia, e deram a eles a chance de fazerem uma turnê pela Holanda com outra banda exepcionalmente boa: o Cocteau Twins.
Em 1984 o Dead Can Dance lança seu primeiro album, entitulado com o nome da banda e trazendo a imagem de uma mascara na capa, que é uma referência a rituais de tribos da Oceania. A curiosidade é que essas máscaras representam, nos rituais, os mortos.


Em 1985, eles lançaram o segundo e enigmático "Spleen and Ideal", que tinha uma originalidade genuina, além de marcar o ínicio de uma série de albuns que se tornariam marcas registradas do Dead Can Dance. Um novo universo viajante e brilhante, faz com que os ouvintes viajem a outras atmosferas. O album "Spleen and Ideal" define e traz novas proporções e unificações entre voz e musica, letras e estruturas, o que sugere um concreto senso de ideal, típico som da banda.
O título desse album é tirado de um poema do século 18, escrito pelo poeta Baudelaire.
O terceiro album, com o titulo de "Within the Realm of Dying" foi lançado no verão de 1987. Esse ano marcou um período de evolução para a banda, que culminou num concerto para a Igreja de St.Petter, em Vauxhall, em Londres. Nessa ocasião, Lisa disse: "Eu dou importancia a cada pedaço da musica, e não me importo se isso leva 30 anos para ser concluido. Em "Persephone", um amigo meu me disse que se eu escrevesse uma musica com esse titulo, eu iria ao inferno e voltaria. Eu estava muito determinada a terminar o pedaço dessa musica, e criar um jardim com isso."


"The Serpents Eggs"foi o quarto disco da banda, escrito em 1988. Foi no mesmo ano que Lisa teve a primeira oportunidade de atuar, no filme espanhol " El Nino de La Luna", já que ela e Brandan estavam compondo musicas para o filme. Este foi outro avanço na carreira da banda. Desde 1984, a sonoridade era suave e serena. Brandan comentou: "Desde que começamos a fazer musica, antes mesmo da formação do Dead Can Dance, nós sempre tivemos um senso de flexibilidade. Você tem que saber dominar o idioma de muitas formas, para as pessoas compreenderem o que você quer passar à elas."
O ano de 1990 foi marcado pelo quinto album de estudio, que levou o titulo de "Aion", que continham 12 musicas escritas por Lisa e Brandan, gravadas em Southern, Irlanda. Logo após o lançamento do disco, Lisa e Brandan voltaram ao cinema com outro filme espanhol, que tinha o titulo de "La Muerte Y La Primavera".
O primeiro longa de Lisa entrou para o festival de Cannes, graças a sua atuação.



Em 1993, foi lançado "Into the Labyrinth", e a dupla estava cada vez mais focada e marcada da individualidade.
Em 1994, lançaram o maravilhoso "Howard the Within", que havia sido gravado em 1993, durante uma turnê da banda.O album traz 12 faixas gravadas de seus outros discos que não haviam sido incluidas. Outro detalhe desse album foi que eles incluiram a musica inédita "Rakim".
Em 1995, Lisa lança seu primeiro album solo entitulado de "The Mirror Pool".

O Dead Can Dance é uma banda exepcional em todos os sentidos. Não dá para ouvir apenas algumas musicas, o legal é ouvir toda a discografia dessa dupla incrivel que fez historia. Um som maravilhoso, dançante, viajante, com musicas contagiantes e vocais que levam qualquer um ao delirio.
Maravilhosa em todos os momentos, alegres e tristes, a marca que diferencia essa de qualquer outra banda!




Por: Jean e John